quarta-feira, 4 de abril de 2012

Texto: Nossos filhos


                                              Nossos Filhos!

       Houve um tempo em que eu pensava que no círculo da vida incluía nascer, crescer, reproduzir e morrer! 
        Parecia óbvio, cristalino como a água de uma fonte limpa! Tolice, essa ordem não existe, às vezes morremos antes mesmo de nascer ou de crescer; então não reproduzimos! Às vezes reproduzimos e não vemos nossa criação crescer, ora por estar longe dos olhos, ora por longe do olhar! Então nos sentimos culpados, nos anulamos por excesso de culpa, então invertemos os papéis: Voltamos ao útero de nossa criação, nos aprisionamos, então ela mais uma vez experimenta a dura sensação de solidão! A mesma de quando abriu os olhos ao nascer, e mãos estranhas e frias a acolheu sem nenhuma intimidade.  
          Sufocamos com nossa proteção, e ela não consegue buscar o ar de que precisa pra viver, pra voar! Erramos na difícil missão da paternidade! Erramos porque também o Criador de todas as verdades se esqueceu de nos entregar o manual de pais e o manual de sobrevivência, a princípio num idioma ainda desconhecido.
          Os filhos, pequenos e frágeis, se sentem perdidos no momento de sua chegada ao mundo... e nós, pais, nos sentimos também, porque ninguém nasce sendo pai, mãe ou filho. Com o tempo vamos nos descobrindo, aplicando os conhecimentos adquiridos em meios diversos, mas só o manual da sobrevivência nos indica o verdadeiro caminho a seguir: o manual da oração e do amor!
          Quando algo dá errado, colocamos as mãos na cabeça e perguntamos: Meu Deus, e agora? O que faço? Ele nos entrega o manual do Amor, encontramos as respostas. Á noite, ao pé da cama do nosso pequenino adormecido, juntamos as mãos, as mesmas que elevamos a nossa cabeça e dizemos: Obrigado meu Pai, ele está bem agora!
           Os dias vão passando, formando meses e anos, e ainda não temos todas as respostas, o filho cresce e com ele nossas dúvidas intermináveis, mas nesse momento já não somos mais estranhos um para o outro, nosso amor é tão grande que vamos aprendendo a sermos pais e filhos. Nosso amor cresce, na mesma proporção que eles, e ainda continuamos errando. E nosso maior erro é viver a vida deles e nos anular, o mesmo eles não fazem por nós.Então o que fazer? Como numa pescaria, entregar-lhe a vara e deixar que pesquem seus próprios peixes, apenas elogiando seu feito incrível, vibrando por cada conquista!
            Precisamos entender que temos nossos mundos particulares e quando oferecemos nossa ajuda estamos abrindo as portas para que sejam bem vindos como visitantes apenas, não como proprietários, é impossível estar em dois mundo ao mesmo tempo.
            Precisamos saber também, que nada é nosso de verdade, nem mesma a vida, tudo nos é emprestado, com seus acompanhamentos pessoas, coisas... só o que nos resta são nossos exemplos, nossas sábias palavras de experiência e conhecimento!  O que certamente levarão para suas vidas emprestadas!
             Não são nossos também os filhos que geramos, que cuidamos, que amamos... são filhos de Deus e nós... somos apenas os seus tutores!

(Texto: Rosilene S. Oliveira / março-2012)





       

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