sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dias de Lágrimas

                        Sinto-me só!

                Chega o inverno, e com ele a dor da saudade, o corpo reclama a presença do calor de quem se ama. É sempre tão frio, tão triste, as lágrimas já não se detém e desabam face abaixo. A pele queima, deixando no rosto o ardor das lágrimas secas. Nos lábios o som da voz não sai, mas os olhos em contínua lacrimejação murmuram coisas que só o coração pode compreender.
Na solidão dos dias infindáveis de tristeza, a ânsia angustiante de um sorriso de doçura, de meiguice, convidativo, só um ainda que breve e minguo, mas apenas um que do além trouxesse uma razão para se esperar o futuro, o dia seguinte, sem o medo de se estar só, mais e mais se fizesse presente. Contudo vejo todas as portas se fecharem para mim.









(Texto: Rosilene S. Oliveira/ 2000. Imagem google)

4 comentários:

  1. Seu texto é triste mas poético. Transmite ao leitor a sensação de luta pela sobrevivência que está sempre nos nossos horizontes.

    Parabéns pela postagem.

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Rosilene Oliveira